29.10.12

A Razão da Poesia

Poesia/Imagem: Danízio Dornelles
Bate à porta uma sombra de aço,
Parte silêncio e parte rebeldia...
- Qual é teu nome, distinto pedaço?
- Os loucos me chamam apenas poesia...

Compus - rutilante - o pecado da chama,
Ocultei o delírio em treva e neblina;
O fogo consome o peito que exclama,
Meu brilho padece à luz da retina.

Sou aquela que canta em total desalinho,
Lacrimal tempestade vigiando a espera...
Nos sulcos da face eu teço o caminho,

Me faço promessa entre cada espera:
À busca do afago, semblante de ninho...
Ao inerte domínio, instinto de fera...

5.10.12

Parasita Político

Texto/Imagem: Danízio Dornelles (inspirado em Gog, Brasil com P)
Parasita público, político profissional, proíbe protestos, pronunciamentos populares. Por quê? Para permanecer plantado pelo poder. Parasita procura pessoas pobres. Prefere plantar problemas, pro político podre percorrer pequenos postos, prometendo pretensa perfeição. Parasita por perto: parte problema, parte projeto!

Pecado: partido político! Planos: panfletagens, passeatas pro povo prosseguir pensando pequeno. Psicologia: permanecer poderoso pela posteridade. Promessas: pintar praças, prorrogar parcelas, produzir pontes pra população periférica.

Parasitas puxam para perto pessoas puras. Proclamam "próximo pleito pretendo prejudicar poderosos". Piada pronta, porque poderosos partilham pão produzido pelo povo pobre. Parasitas políticos protegem poderosos, prostituem população, pisam pesado povo paciente.

Publicam panfleto pedindo pressa para problemas populares. Palhaçada! Problemas populares possibilitam para parasitas permanecerem pendurados pelo poder. Pleito por perto, parasita político percorre portas, promete paralisar problemas, promover projetos populares, paixão pelo povo, pequena parcela para proveito próprio.

Pós-pleito, problemas permanecem. Parasitas persistem pedindo pro povo "paciência... paciência...".

Para parasita perder poder, precisa processo pesado, passo perfeito, poderosas páginas. Passado promíscuo, presente podre: parasita, porém, permanece. Para pobre permanecer preso, precisa poucas provas: pão, presunto... pegou pedaço por participante pobreza, permanecerá presidiário - padecer primitivo - por período prolongado, previsto pelos planos perversos, predeterminados pelos próprios parasitas públicos.

Parasita pensa "povo politizado pode produzir poder paralelo"...

Perfeito! Poder paralelo possibilitaria pensamento participativo para população, pelo proveito plural, pelo próximo, para pisotear permanentemente pequenas pestes parasitárias, párias pelo passado punidos pelo presente.

Peguei pesado? Paciência!